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Araxá: Sinplalto manifesta sobre projeto 76/26, defendendo os trabalhadores da saúde: a Luta contra a terceirização

Na última reunião ordinária da Câmara Municipal de Araxá, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais das Prefeituras Câmaras e Autarquias da Micro Região do Planalto de Araxá (Sinplalto/CAS) esteve presente na apresentação do Projeto de Lei número 76/26. Essa proposta busca a terceirização dos serviços de saúde da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e outros serviços essenciais de saúde 24 horas na cidade.

O presidente Hely Aires se posicionou em defesa da classe, já que foi procurado por um grande número de servidores que também apresentaram uma carta em nome de todos os trabalhadores da UPA, e solicitou um Audiência Pública para debater de forma democrática o projeto.

A pandemia da COVID-19 destacou a importância dos profissionais de saúde que foram verdadeiros heróis ao enfrentar desafios sem precedentes e sacrificar suas próprias vidas em prol da população. Contudo, a proposta de terceirização tem gerado apreensão entre os trabalhadores, que temem que sua valiosa contribuição seja desconsiderada e que eles se tornem apenas números substituíveis.

O Sinplalto/CAS aponta preocupações significativas em relação a essa proposta: a perda de empregos com a terceirização pode levar a demissões de profissionais qualificados, comprometendo a continuidade do atendimento. Qualidade do Serviço é outro ponto levantado pela entidade. O foco em metas financeiras por parte de empresas terceirizadas pode prejudicar a qualidade do atendimento, colocando em risco a vida dos pacientes. Além disso, o Impacto Emocional e a incerteza gerada pela terceirização afeta não apenas os trabalhadores, mas também a qualidade do atendimento prestado à população.

Diante dessas preocupações, o Sindicato solicitou a suspensão da tramitação do Projeto 76/2026 até que uma audiência pública seja realizada. Essa audiência é essencial para que a comunidade, os profissionais de saúde e outras partes interessadas possam expressar suas opiniões e discutir as implicações da proposta.

O presidente da Câmara, Raphael Rios, já apresentou o requerimento para a necessidade de um fórum comunitário para debater o projeto, ressaltando a importância do diálogo nesse processo. A expectativa é de que essa audiência ocorra em breve, permitindo que a população participe ativamente da discussão sobre a gestão de um bem tão precioso quanto a saúde.

A defesa dos trabalhadores da saúde é uma responsabilidade coletiva. A população de Araxá deve se mobilizar e participar da audiência pública, garantindo que suas vozes sejam ouvidas e que a qualidade do atendimento à saúde não seja comprometida. A saúde é um bem coletivo que merece ser tratado com seriedade e respeito.

A continuidade de um atendimento de qualidade depende da valorização dos profissionais da saúde. É hora de agir e defender aqueles que sempre estiveram ao lado da população, especialmente em tempos de crise.

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