Em reunião com diversas lideranças sindicais do setor público, ministro da Secretaria-geral da Presidência se compromete a se posicionar publicamente contra a PEC 38/2025, especialmente nos pontos mais sensíveis da proposta, atendendo a cobrança servidores
Em um movimento classificado como “ágil” e “positivo” pelos representantes dos servidores, o ministro da Secretaria-geral da Presidência, Guilherme Boulos, confirmou, nesta quinta-feira (06/11), seu compromisso político em atuar pela derrubada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 38/2025, a chamada Reforma Administrativa. O compromisso foi assumido durante reunião com a Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, que solicitou o encontro para cobrar uma posição mais firme do governo.
A principal conclusão do encontro foi o anúncio de que Boulos se pronunciará publicamente contra os pontos mais sensíveis da proposta, deixando clara sua oposição ao projeto. A medida visa contrariar a percepção, atribuída ao relator da matéria, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), de que todos os pontos polêmicos teriam sido acordados previamente com governo federal.

Fim do “silêncio estrondoso”
]O presidente da CSPB, João Domingos Gomes dos Santos, avaliou a reunião como um passo importante para romper o que os sindicalistas viam como um silêncio prejudicial do governo. “Nós cobramos um posicionamento firme, claro e sem sofismas do governo sobre a reforma administrativa”, informou.
Domingos destacou que a postura do ministro Boulos está alinhada à da CSPB em defesa dos serviços públicos e das categorias do setor. “O mais importante é que estamos saindo daqui com novas pautas, e queremos louvar a agilidade do ministro Boulos, que em duas semanas permanece em contato e segue nos ouvindo”, comemorou o líder sindical.
Próximos passos: MRSP e negociação coletiva
Além do compromisso público contra a PEC 38/2025, a CSPB saiu da reunião com a agenda ampliada. A Confederação solicitou e obteve a garantia de um encontro futuro exclusivo para tratar de duas demandas específicas: o Marco Regulatório das Relações de Trabalho no Setor Público (MRSP) e a estratégia do governo pela regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), especialmente no que se refere ao direito à negociação coletiva para os servidores.

O anúncio público do ministro Boulos, prometido para os próximos dias, é aguardado com expectativa pelo movimento sindical, que vê na clareza do governo uma ferramenta crucial para embasar a oposição à reforma no Congresso Nacional. A postura do novo secretário-geral sinaliza uma via de diálogo direto com as categorias do serviço público, marcando uma postura mais assertiva e contundente.
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Fonte: Secom/CSPB
