F E S M I G

FESMIG é a primeira federação de servidores municipais a assinar carta contra o trabalho escravo em Minas Gerais

Documento foi assinado durante a Caravana de Interiorização Contra o Trabalho Escravo e Outras Violações Laborais

Após viagem a Brasília (DF), onde participou de debates e manifestações contrárias à proposta da PEC 38 — considerada um retrocesso para o funcionalismo público —, o presidente da Federação dos Servidores Públicos Municipais e Estaduais de Minas Gerais (FESMIG), Hely Aires, participou, em Araxá, da Caravana de Interiorização Contra o Trabalho Escravo e Outras Violações Laborais.

A federação foi a primeira em todo o estado de Minas Gerais a assinar a carta contra o trabalho escravo, reforçando seu compromisso com a defesa dos direitos trabalhistas e da dignidade humana.
A ação, realizada nesta quinta-feira (30), no plenário Guilherme Gotelip Neto, da Câmara Municipal de Araxá, foi uma iniciativa conjunta do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3), do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB/MG), da OAB Subseção Araxá e da Associação Mineira dos Advogados Trabalhistas (AMAT), com o apoio institucional da Câmara Municipal de Araxá.

A iniciativa buscou ampliar a conscientização sobre a importância do trabalho digno e o respeito aos direitos dos trabalhadores. Segundo estatísticas nacionais, mais de 65 mil pessoas já foram resgatadas de situações análogas à escravidão no país. Em Minas Gerais, o número chega a 10 mil pessoas, sendo a maioria no interior do estado. Esses dados reforçam a importância do combate ao trabalho escravo e evidenciam como a caravana contribui para fortalecer a rede de proteção e levar o tema a diferentes setores da sociedade, envolvendo trabalhadores, estudantes, gestores públicos e lideranças comunitárias.

O evento contou com a presença da desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região e gestora regional do Programa de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante, Dra. Paula Canteli; do desembargador do TRT-3, Dr. Luiz Otávio Linhares Renault, representando a presidente do Tribunal, Dra. Denise Alves Horta; do procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais, Dr. Max Emílio Lena; da presidente da Associação Mineira da Advocacia Trabalhista e secretária-geral adjunta da OAB/MG, Dra. Cássia Hatem; da presidente da 33ª Subseção da OAB, Dra. Débora de Melo Vale; da presidente da Comissão de Enfrentamento ao Trabalho Escravo da OAB/MG e professora da Faculdade de Direito da UFMG, Dra. Lívia Mendes Moreira Minaglia; da secretária municipal de Educação, Zulma Moreira, representando o Executivo Municipal; e do presidente da Câmara Municipal de Araxá, vereador Raphael Rios.

Ao final do evento, o presidente da FESMIG, Hely Aires, destacou que a assinatura da carta representa um compromisso permanente da federação com a defesa dos direitos humanos e trabalhistas. Segundo ele, a luta contra o trabalho escravo é também uma luta pela valorização do serviço público e pela construção de uma sociedade mais justa.

“A FESMIG sempre esteve ao lado das causas que protegem o trabalhador. Assinar essa carta é reafirmar nosso papel social e nosso compromisso com a dignidade de todos os servidores e cidadãos mineiros”, afirmou Hely Aires. “Queremos ser exemplo e inspirar outras entidades a se engajarem nessa pauta tão essencial.”

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