Em Brasília, o presidente Hely Aires se reuniu com o deputado Rogério Correia para intensificar esforços pela retirada de assinaturas do projeto.
Brasília – No último dia 29, a FESMIG, sob a liderança do presidente Hely Aires, juntamente com vários sindicatos filiados e os diretores Paulo Soares, Vanilda Gonçalves, Marlene Apolinário e Janaína Pereira, celebrou sua participação na marcha contra a Reforma Administrativa (PEC 32/2020, apensada à PEC 38/2023). O evento, que reuniu uma ampla mobilização da sociedade civil, teve como objetivo pressionar deputados para que retirassem suas assinaturas da proposta, impedindo sua tramitação e votação.
A marcha ocorre em um contexto de crescente resistência à PEC, que já contabiliza pelo menos 14 pedidos de desistência de apoio por parte de deputados federais. Entre os que se distanciaram da proposta estão o líder da oposição, Zucco (PL-RS), e Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR), que argumentam que o texto contém dispositivos capazes de impactar a autonomia federativa e direitos fundamentais.
Confira a lista dos deputados que retiraram suas assinaturas:
- Zucco (PL-RS)
- Rafael Prudente (MDB-DF)
- Murilo Galdino (Republicanos-PB)
- Fátima Pelaes (Republicanos-AP)
- Duda Ramos (MDB-RR)
- Emidinho Madeira (PL-MG)
- Pastor Diniz (União-RR)
- Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR)
- Helena Lima (MDB-RR)
- Marx Beltrão (PP-AL)
- Alexandre Guimarães (MDB-TO)
- Renilce Nicodemos (MDB-PA)
- Henderson Pinto (MDB-PA)
- Marussa Boldrin (MDB-GO)
Hely Aires ressaltou a importância da mobilização e afirmou: “Estamos aqui para mostrar que a sociedade está atenta e que não aceitaremos mudanças que possam prejudicar direitos fundamentais. Nossa luta continua, e vamos pressionar os deputados, especialmente os de Minas, para garantir a retirada das assinaturas e barrar essa proposta nociva.”
Os deputados que retiraram seus apoios, assim como Zucco, manifestaram preocupações sobre os possíveis impactos da reforma, defendendo um debate mais aprofundado, com transparência e participação social. A pressão da sociedade civil, representada por entidades como a FESMIG, é considerada fundamental neste momento decisivo.
Colaboração: Câmara dos Deputados, Mário Agra.
