Com a participação do presidente da Fesmig e do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araxá e Região (Sinplalto), Hely Aires, a Câmara Municipal promoveu uma audiência pública para debater o Projeto de Lei 139/2025. O PL propõe a reestruturação administrativa do Instituto de Previdência Municipal de Araxá (IPREMA), estabelecendo normas de organização, funcionamento e requisitos para cargos no instituto.
O evento, realizado na tarde desta quinta-feira (17) no Legislativo de Araxá, reuniu vereadores, diretores e conselheiros do IPREMA, além de aposentados, pensionistas e servidores ativos.
Entre os pontos polêmicos do projeto do Executivo estão:
- Criação de novos cargos administrativos;
- Remuneração para conselheiros (atualmente voluntários);
- Aumento da taxa administrativa de 2% para 3%;
- Reivindicação de eleições para escolha dos membros dos Conselhos Deliberativo e Fiscal.
Defesa do IPREMA
Integrando a mesa de debates ao lado do vereador Jairinho Borges, da presidente do Conselho Juliana Guaraldo Diniz e de representantes do IPREMA, Hely Aires destacou o histórico de fiscalização do sindicato:
“Defendemos o IPREMA desde sua criação em 1990. Denunciamos ao Ministério Público quando verbas do instituto foram desviadas para obras de asfalto no governo Jeová, e quando houve tentativa de comprar o antigo Clube Parque do Ganso com recursos previdenciários. Recentemente, impedimos o aumento da alíquota de contribuição dos servidores e a construção de um clube social com dinheiro do instituto durante o governo Aracely.”
Aires ressaltou que o IPREMA tem 2 mil beneficiários e R$ 140 milhões em caixa, mas alertou: “Precisamos avaliar o impacto das futuras aposentadorias nos próximos 10 a 20 anos. Essa é nossa grande preocupação.”
Mudanças e Sustentabilidade
O presidente do Sinplalto apoiou a separação dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, exigida pela reforma previdenciária nacional: “Não se pode ter um conselho que delibera e fiscaliza ao mesmo tempo. Cobrávamos essa mudança há tempos.”
Juliana Guaraldo, presidente do Conselho, reforçou que as alterações visam à sustentabilidade:
“Não se trata de retirar direitos, mas de adequar o instituto às normas nacionais para garantir benefícios futuros. Atuamos com seriedade, respeitando a lei e defendendo os servidores.”
Hely Aires finalizou convocando os servidores a participarem das discussões: “Estamos à disposição para tirar dúvidas e receber sugestões. Buscamos o melhor para a previdência de Araxá.”




