Na última plenária virtual organizada pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), realizada para discutir a Marcha Nacional Contra a Reforma Administrativa, o presidente da FESMIG e da CSB/ Minas, Hely Aires, esteve presente para alinhar estratégias de mobilização. O evento reuniu mais de 200 lideranças sindicais do setor público, que se uniram em torno da luta contra o que consideram um dos maiores ataques aos serviços públicos na história do Brasil.
A Marcha, marcada para o dia 29 de outubro em Brasília, visa demonstrar a força dos servidores públicos e pressionar os parlamentares contra a proposta de reforma que, segundo os participantes, representa uma “desconstrução do Estado”. Durante a reunião, Hely Aires destaca a importância da mobilização em todos os níveis e convocou os servidores a se unirem na luta pela valorização do serviço público.
Os participantes da plenária, que incluíram representantes de diversas entidades sindicais, debateram ações estratégicas para intensificar a resistência, como a participação massiva na Marcha, mobilizações em aeroportos e visitas a gabinetes de deputados. O lema que unifica a categoria é claro: “Não é reforma. É demolição. Não à reforma administrativa! Sim à valorização do serviço público e dos direitos sociais!”
A presença de Hely Aires na reunião reforça o compromisso das lideranças sindicais em unir forças para enfrentar os desafios impostos pela reforma administrativa e garantir a proteção dos direitos dos trabalhadores do setor público.
Em resposta ao que classificam como “um dos maiores ataques aos serviços públicos da história do Brasil”, mais de 200 lideranças sindicais participaram de uma plenária nacional virtual para organizar a resistência contra a proposta de Reforma Administrativa em tramitação no Congresso. O evento, organizado e conduzido pelo Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), contou com a participação de diversas entidades sindicais do setor público das três esferas (União, Estados e Municípios) e dos três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário).
Assista à íntegra da plenária pela CSPB TV:
O tom da reunião foi de alerta, com as entidades definindo o projeto não como uma mera reforma, mas como uma “desconstrução do Estado” e um “retrocesso muito grande para a população brasileira”. A unidade entre as categorias foi apontada como fundamental para fazer “corpo nessa luta” e derrotar a proposta.
O principal resultado da plenária foi a consolidação das estratégias para a Marcha Unificada do Serviço Público Contra a Reforma Administrativa, marcada para 29 de outubro, a partir das 9h, em frente ao Museu Nacional, em Brasília. A mobilização visa mostrar a força da categoria e causar um relevante desgaste político aos defensores da reforma.
“O Estado já está privatizado”, alerta diretor da CSPB
Durante a plenária, o Diretor de Relações Institucionais da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil – CSPB, João Paulo Ribeiro “JP”, trouxe dados contundentes para embasar a oposição à reforma. Ele usou exemplos concretos para ilustrar o avanço da terceirização no setor público.
“O IBGE já soltou uma nota que mostra o tamanho da entrega dos serviços públicos para a iniciativa privada por meio da terceirização”, afirmou JP. “Por exemplo, no município de Alcântara (MA), 95% dos serviços já estão terceirizados; em Fernando de Noronha (PE), chega a (90%); em outro município no interior de São Paulo a terceirização atinge 50% dos serviços públicos. Portanto, o que estamos constatando é que o Estado já está privatizado”.
JP enfatizou que a proposta em discussão no Congresso agrava esse cenário. “Essa Reforma Administrativa ela rompe o pacto federativo e o discurso do deputado Pedro Paulo é de que está fazendo alguma coisa boa. Nós temos que fazer o papel de desconstruir esse discurso e provar que eles não são bons, eles são maus”.
O diretor da CSPB também destacou a importância da mobilização em todos os níveis, especialmente nos municípios, e fez um chamado à resistência: “Já fizeram uma Reforma Trabalhista e uma Reforma da Previdência contra os trabalhadores. Nós não podemos ser derrotados de novo e não temos mais o que perder. Agora é só vitória, é só luta e quem vai ser destruído é esse parlamento… Vamos botar eles para trabalhar e penalizar nas urnas os adversários do serviço público”.
Deliberações e próximos passos
A plenária deliberou por uma série de ações estratégicas para intensificar a pressão contra a reforma:
- Participação massiva na Marcha Nacional do dia 29 de outubro, em Brasília.
- Intensificar mobilizações em aeroportos em datas e horários de grande circulação de parlamentares.
- Visitar gabinetes e escritórios regionais de deputados para cobrar um posicionamento público contrário à reforma.
- Firme posicionamento contra a Reforma Administrativa nas redes sociais e compartilhamento de materiais de campanha.
- Realização de audiências públicas nas Assembleias Legislativas para alertar sobre os riscos da reforma e a quebra do pacto federativo.
O movimento conclama todos os servidores públicos a se engajarem na agenda unificada de lutas sob o lema: “Não é reforma. É demolição. Não à reforma administrativa! Sim à valorização do serviço público e dos direitos sociais!”.
Com informações da Secom/CSPB
